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Quando estou assim, meio sem saber o que quero, acabo fazendo um brinquedo.
E isso me anima. É um jeito bem diferente de brincar. Já
sou adulto, é verdade.
Mas, de certo modo, nunca deixei de ser criança (ainda bem!). Eu
sou ilustrador, quer dizer, eu invento desenhos
para deixar mais divertidos o livro e a revista que você lê.
E desenhar é uma coisa de que toda criança gosta. Desde
de pequeno eu adorava pegar umas folhas de papel em branco e rabiscá-las
com minhas canetinhas coloridas. E outra coisa que eu adorava fazer era
brincar de inventar brinquedos. Isso é uma coisa de que eu sempre
me lembro e tenho saudades.
Foi por isso que, há alguns anos, pensei em mostrar como é
que se fazem esses brinquedos. Para tentar matar a saudade daqueles que
eu mesmo fazia. Num jornal para o qual eu fazia ilustrações,
comecei a explicar a construção de alguns desses brinquedos.
As crianças gostaram. Viram que não era difícil.
Só precisavam, às vezes, da ajuda dos pais, ou de algum
outro adulto legal, o que tornava ainda mais gostosa a tarefa de construí-los.
Com isso, me empolguei. Lembrei de outros e mais outros. Quando vi, dava
para fazer um livro. Aí, eu pensei: e por que não? Vai ver
que, hoje, as crianças não fazem seus próprios brinquedos
porque ninguém teve paciência de mostrar a elas como criá-los.
No livro da "Fábrica de Brinquedos", você vai descobrir
como é que um monte de cacarecos e coisas aparentemente inúteis
podem se transformar num brinquedo único, só seu. E depois
que pegar o jeito, você, com certeza, vai querer inventar muitos
e muitos outros.
Como é, gostou da idéia? Então, mãos à
obra! Afinal, o que é que pode ser mais divertido do que brincar
de fazer brinquedos?
ricardogirotto@uol.com.br
facebook.com/ricardo.girotto
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